[RESENHA] Delírio (Delirium) by Lauren Oliver

 “Eu acho que isso é apenas uma parte das pessoas que se amam. Você tem que desistir das coisas. Algumas vezes você tem que desistir das pessoas também.”

A-P-A-I-X-O-N-A-N-T-E!

Acho que essa é a única palavra que realmente poderia expor os meus sentimentos sobre esse trabalho MARAVILHOSO da Lauren Oliver.

Mas antes acho que eu preciso explicar o porque desse meu ‘estouro’ repentino. Eu estava cansada desse ‘mais do mesmo’ que a literatura Young Adults estava vivendo no pós-Crepúsculo. Tudo era igual, idêntico. Não tinha nada que pudesse deixar a Vivika mais feliz. Até que um dia me deparei com a liiiiinda edição da Intrinseca na livraria. Bateu a vontade, levei, devorei e não me arrependo. Então, vamos lá!

O livro narra a história de Lena, uma jovem que vive em um futuro distópico no qual os cientistas descobriram uma cura para o mal do século: o amor. Para que amar se você irá sofrer no final? Porque sofrer por amor se você pode simplesmente tomar uma injeção e se curar dessa dor tão violenta e que te leva a fazer loucuras. No livro o amor é realmente tratado como uma doença, a amor deliria nervosa. Uma doença grave que se não resolvida a tempo poderá ser fatal. Todos, sem exceção, recebem a vacina aos 18 anos, são pareados com alguém, se casam, tem filhos e vivem felizes para sempre – sem nem ao menos sentir um pouquinho da emoção do amor.

Lena esta ansiosa pela sua intervenção. Sua mãe sofreu do amor deliria nervosa e ela acredita que terá uma propensão a sofrer da mesma doença da mãe. Lena vive os seus dias sempre em uma contagem regressiva: o dia que irá se livrar das possibilidades do sofrimento. Mas, faltando 95 dias para a sua intervenção o inevitável acontece: ela se apaixona. Lena conhece o jovem Alex e vê as suas possibilidades de se curar do amor desaparecem.

Existem uma série de pontos que eu devo ressaltar por aqui, muitos pra falar a verdade.

A escrita da autora: MEEUUUU CHEEEESSSUUUSSSS! Lauren Oliver é uma escritora de young adults de verdade (se é que vocês me entendem!). A destreza com a qual ela comanda a situação, com a qual ela mostra os sentimentos tão estranhos com os quais Lena passa a ter que conviver. Incrivel! Lauren é ex-editora de uma grande Publisher nos EUA, talvez seja justamente por isso que ela escreve tão bem, ela soube dosar os erros e acertos das grandes autoras e BOOM, deu nisso!

Mas tem uma coisinha muito interessante que preciso comentar: a forma como a autora trata a doença. E se pararmos para analisar, não é que o amor é uma doença mesmo? Daquelas incuráveis, doloridas e difíceis de lidar? Quem nunca sofreu por amor e quis um remédio para apagar as memórias criadas por ele que atire a primeira pedra! E justamente quando ficamos frente à frente com a situação da protagonista (no inicio ela mal pode esperar pela intervenção, e depois de experimentar o amor pela primeira vez ela começa a se desesperar de uma forma absurda!), ficamos com a dúvida: será que sofrer por amor, por mais puro que ele seja, vale a pena? Será que vivemos em uma sociedade tão hipócrita que mal pode esperar pela falta de amor do outro? E a nossa sobrevivência sem amor, como seria? São com estas perguntas que a autora dosa todo o nosso ‘sofrimento’ durante o livro. O final é de tirar o fôlego! Posso assumir que estou completamente desesperada pelo segundo livro. Como li em português (na lindíssima edição da Intrínseca com uma tradução deliciosa) eu realmente gostaria de ler o segundo, Pandemônio, em português também, mas duvido bastante que eu vá agüentar esperar! Boa sorte pra mim!

Enfim, se você quer um livro young adults no qual valha a pena sentir novas emoções, que seja diferente e supere tudo aquilo que você já leu antes, DELÍRIO da autora Lauren Oliver é mais do que uma indicação, é uma exigência! E sim, será uma trilogia *corre e se esconde!*

E surtem comigo no final… preciso de alguém pra sofrer do meu lado! HAHAHAHAHA Estou cansada de surtar sozinha com os livros *forever alone*

~Vivika

PS: a foto é dos meus dois bebês! A resenha de Antes que eu vá vem mais tarde! =)

[RESENHA] Marina by Carlos Ruiz Zafón

“Todos nós temos um segredo trancado a sete chaves no sótão da alma. Este é o meu.”

Chorei litros! Não que isso seja uma novidade quando falamos da Srta. Cordeiro aqui, mas sim, eu chorei. Marina não é um tipo de literatura que você deve perder ou deixar passar em branco. Mas vamos por partes.

O livro conta a involvente história do jovem Óscar Drai na Barcelona da década de 80. Um aluno de um internato que tem nas andanças pela cidade sua única e grande alegria. Em uma noite ele encontra um belo casarão, entra e se encanta com tudo aquilo que sente ao adentrar naquela estranha casa. Ao perceber que não estava sozinho no local ele foge, mas acaba levando consigo um relógio quebrado. É justamente esse relógio que irá ligá-lo a dramática trama que irá aparecer em sua frente.

Durante suas desventuras ele conhece a jovem Marina, filha do dono do relógio quebrado que achou no casarão, que o chama para viver uma ‘aventura de verdade’. Eles decidem seguir uma mulher de preto que fielmente visita uma sepultura sem nome (que tem apenas uma borboleta negra ornada em sua tampa) e sai do cemitério sem dizer uma única palavra.

Ao começarem suas descobertas sobre a vida da mulher, Óscar e Marina se vêem frente a frente à uma história ladeada na esperança (ou talvez na falta dela). As perguntas e respostas surgem na mesma rapidez com que você se encanta com a escrita de Carlos Ruiz. Chega a ser dolorido sentir o fim do livro nos seus dedos.

Acaba sendo interessante reparar como um simples elemento da narrativa te prende durante todo o livro. A tal da borboleta negra é uma delas. E os personagens? O que dizer da incrível leva de personagens que Zafón nos apresenta? Um antigo policial inconformado por não ter resolvido um dos seus maiores casos, a própria Marina que se mostra uma personagem excepcional e de uma força interior tamanha que por certos momentos carrega a história inteira em suas costas, Óscar que com sua simplicidade acaba fazendo com que nós nos apaixonemos pelo seu jeito simples e lúdico de ser, e tantos outros personagens carismáticos que aparecem em um livro de menos de 200 páginas.

A tradução está impecável. Deliciosa e cheia de pormenores (totalmente necessários a trama, diria eu) que vale a pena comprar a edição nacional da Suma das Letras.

Me tornei fã do Zafón depois de ler esse livro e estou mais do que decidida a ler “O Jogo do Anjo” e “A Sombra do Vento” em um futuro muuuuuito próximo!

Leiam, se surpreendam e chorem horrores com esse livro! Vocês irão se sentir muito mais leve depois dele! :)

~Vivika

Título Original: MARINA

Título Nacional: MARINA

Autor: CARLOS RUIZ ZAFÓN

Editora: SUMA DAS LETRAS

Leitura: PORTUGUÊS | 13 À 16 DE MARÇO DE 2012

#U2360BRA1ANO

“You miss too much these days if you stop to think
You lead me on with those innocent eyes
You know I love the element of surprise”

Um ano…. quem diria que esse tempo iria passar tão rápido? Parece que foi ontem que a minha amiga Ledy me ligou enlouquecida dizendo que haviam aberto as vendas para os cadastrados no fã clube do show extra. E eu, tão surtada quanto, sai berrando empresa abaixo que ia no show. Parece que foi ontem que sai perambulando pela Galeria do Rock procurando pela camiseta perfeita. Parece que foi ontem que me vi nas portas do Morumbi, com o coração na boca. Mas sim, um ano se passou.

Quem me conhece bem sabe o quanto o U2 significa na minha vida. O poder exercido por Bono, The Edge, Larry e Adam é simplesmente inexplicavel. Ser tocado por uma música deles é como alcançar o nirvana. Você se reconhece naquelas letras enlouquecidas, nas doces palavras sussuradas ao pé do ouvido, no rifle da guitarra que te segue por dentro da noite. É o poder inexorável do U2. Não se explica, se aceita.

Naquela noite de 13 de Abril de 2011 eu vivi isso na pele. Ouvir os acordes em casa, entre amigos é uma coisa. Agora, ouvir Where the Streets Have no Name ser entoada a plenos pulmões por aquela multidão de 90 mil corações pulsantes é fenomenal. Bater no peito e dizer que esteve nas poucas audições públicas de Zooropa também é uma sensação incrivel. Posso dizer que naquela noite eu fui tocada por um anjo. Um não. Quatro.

Falar que estou sendo dramática ou até mesmo exagerada é algo já esperado. Mas a sensação daquele coral ao ar livre que até hoje povoam a minha mente é fora do comum. Sim, estou enchendo este texto apenas com os pontos positivos daquela noite, mas foi isso mesmo que aconteceu. Nem aquele verdadeiro ‘banzé’ da saída do Morumbi acabou com a minha alegria. Sai de lá realizada. E ainda ganhei o Muse na abertura. Fiquei encantada ao ouvir – depois do show de 45 minutos dos britânicos – muitos fãs do U2 comentando o quão incrivel era o som do trio. Orgulho de fã lá nas alturas!

E a abertura? Space Oddity NUNCA MAIS SERÁ A MESMA! Se Even Better Than the Real Thing já era incrivel, ouvi-la na abertura, com um arranjo digno de uma banda tão maravilhosa, tornou-se a experiência ainda mais memoravel. Ter o um snippet de All I Want is You arrancou lágrimas que eu nem sabia que estavam por ali. Ver a minha mais nova amiga Fabi aos prantos em Walk On me deixou com o coração em frangalhos. Mas vou ser sincera, me acabei em Moment of Surrender. Não apenas pela música ser simplesmente PERFEITA, mas por saber que aquele era o momento o qual eu estava determinada a fugir: o fim, o adeus, o sinal de fumaça vagando no horizonte.

Quero apenas agradecer ao U2, que no dia 13 de Abril de 2011 me proporcionou a melhor noite da minha existência. Obrigada! Posso até parecer piegas mas espero, de coração, que eles continuem sendo tão abençoados como foram até hoje. Pois foram eles que agraciaram a minha vida, foram eles que me tiraram da ‘fossa’ tantas vezes. E é para eles o meu eterno agradecimento e amor. Amor de fã é o amor mais sincero que existe. Nós conhecemos os seus defeitos, mas nem mesmo isso nos faz deixar de amá-los.

~Vivika

Setlist – 13 de Abril de 2011 – Morumbi

Telstar [The Tornados - Show Intro]
Space Oddity [David Bowie - Show Intro]
Even Better Than The Real Thing
I Will Follow
Get On Your Boots
Magnificent
Mysterious Ways
Elevation
Until The End Of The World
I Still Haven’t Found What I’m Looking For
Pride (In The Name Of Love)
The Model [Kraftwerk cover - com Seu Jorge]
Beautiful Day
Miss Sarajevo
Zooropa
City Of Blinding Lights
Vertigo [snippet "It´s Only Rock´n´Roll"]
I’ll Go Crazy If I Don’t Go Crazy Tonight (Remix) [snippet "Relax" ]
Sunday Bloody Sunday
Scarlet
Walk On
One
Where The Streets Have No Name [snippet "All I Want is You"]
Hold Me, Thrill Me, Kiss Me, Kill Me
With Or Without You
Moment Of Surrender

Vídeo: Compilação da 360º Tour no Brasil [MULTICAM]

[RESENHA]: The Kitchen Boy – A Novel of the Last Tsar by Robert Alexander

P*rra Viviane, outro livro dos Romanov? SIM! OUTRO! E pela lista aqui em casa teremos muuuuitos mais! =) Mas este livro é uma ficção simples, sem grandes poréns. 
The Kitchen Boy de Robert Alexander é um relato ficcional sobre o tão comentado jovem garoto da cozinha que ao lado dos Romanovs seguiu para Ekaterimburgo. O garoto, Leonka, narra as histórias anos após os fatos, mostrando a sua versão dos tão comentados e sombrios fatos. O livro começa com Leonka já idoso narrando (e gravando!) sua história para a neta, Kate. Quando voltamos ao passado descobrimos que logo no inicio o papel de Leonka era bem infimo, apenas ajudando a pouca equipe que ficou trabalhando com a família imperial, mas, quando ele passa a se tornar uma espécie de espião de Nicholau, ele vê sua situação mudar e o perigo se aproximando cada vez mais. 
Nem vou me ater a história que todos já sabem (caso queira saber mais, tem o livro histórico Os Últimos Dias dos Romanov e a ficção O Palácio de Inverno) pouco menos sobre o seu cruel final, mas a inovação de The Kitchen Boy não é a mesmice dos livros sobre o último czar da Rússia. Ele foca todo o seu trabalho em uma das questões mais discutidas dos últimos tempos: onde estaria os corpos dos dois últimos Romanovs? Para quem não sabe, cinco corpos foram achados em 1991 e apenas em 2007 outros dois corpos foram achados (e depois de muitos testes só foram confirmados em 2008). A ficção de Robert Alexander data de 2004, sendo assim, ainda dentro da aurea misteriosa que emanava dos corpos dos Romanovs. 
O livro é ótimo, e com uma leitura rápida e incrivel. É claro que um pouco de conhecimento prévio sobre a história dos Romanovs sempre é bom, sendo assim, é legal dar uma pesquisada antes!
Talvez o motivo que não me fez me empolgar tanto com The Kitchen Boy foi que durante toda a leitura eu o comparava com O Palácio de Inverno. Sei que eu estava errada, mas era algo que acontecia sem que eu pudesse me segurar. Talvez se eu tivesse lido este livro antes de Palácio, eu teria aproveitado mais!
E o final…. whoa! Isso sim me deixou empolgada! Robert conseguiu aquilo que eu não esperava, me enganar até a última página do livro. O twist que o livro dá no final é fora do comum! Possivelmente foi isso que aumentou a minha alegria com esse título. 
Sendo assim, recomendado! Porém, por mais que o livro pareça ser um tanto quanto chato em certos pontos, não desista! O final compensa tudo isso! =)
Esse livro infelizmente ainda não esta disponivel no Brasil. Li a edição americana da editora Penguin.
~Vivika 

[RESENHA]: The Master Bedroom by Tessa Hadley

Agora Julieta Imortal não esta mais sozinha na lista de livros que engaram a Vivika! o/ Temos mais um agora, mas antes que eu possa expor meus argumentos, vamos ao resumo. 
The Master Bedroom, escrito pela britânica Tessa Hadley, conta a história de Kate Flynn, uma professora de Londres com a carreira feita e dinheiro no bolso, que decide voltar a sua terra natal em Wales para cuidar da mãe que esta muito doente. Ao voltar ela se vê frente a frente com uma série de fantasmas do seu passado, dentre eles, David Roberts, por quem ela teve uma atração no passado e que ao que parece esta ressurgindo em sua vida. Por estar em um local vazio, ermo, sem grandes diversões e com uma civilização que raramente perderá seu tempo em manter um contato com ela, Kate acredita que essa obsessão (oi? daqui a pouco vocês vão entender o porque deste meu pequenino comentário!) por David nada mais é do que um reflexo da vida tediante que passa a levar depois de chegar em Wales. Aos poucos outros personagens vão entrando na história: Jamie – o filho problemático do primeiro casamento de David, o amigo de Londres, a segunda esposa de Roberts – Suzie, e tantos outros. Kate começa a se questionar sobre o seu relacionamento com a mãe, a vida e o seu passado.
Antes que eu comece a divagar o porque eu não curti o livro, tenho que assumir: a escrita da Tessa é magnifica! Mesmo não tendo tanta sorte com esse título, estou disposta a ler outro livro dela em um piscar de olhos! A riqueza de detalhes nas descrições é algo delicioso, não é tediante como a grande maioria dos autores faz, Tessa usa de artificios incriveis para deixar a descrição ainda mais perfeita. 
Agora, vamos aos problemas. Kate Flynn é uma personagem complicada. Nem digo complicada naquele sentido psicológico – ela não tem palavra. Tudo que ela faz ela mesma consome e troca. Chega a ficar entediante. O personagem mais interessante da história inteira acaba sendo justamente a segunda esposa do David, Suzie, que aparentemente sofre de algum tipo de disturbio (logo na entrada dela no livro isso fica muito exposto). David é o exato personagem mais-do-mesmo. Sabe aquele que não sabe o que quer e ainda quer escolher? Ele é isso dai! Já Jamie dava tudo para ser um personagem bem mais elaborado (talvez ele acabe sendo o meu segundo preferido). 
Uma outra coisa eu me senti um tanto quanto enganada pelo resumo do livro. Nele fala que Kate fica “totalmente obcecada” por David. Não, ela não fica não! Ela cria uma certa obsessão sim, mas nada próximo de uma obsessão enlouquecedora. Do contrário, outra pessoa é quem fica assim, e não é ela! Acho que foi isso que mais me desanimou no livro. 
Agora, um outro ponto positivo é justamente o final. Muito bem elaborado, o final de The Master Bedroom  é um tapa na cara da protagonista, mostrando a ela as consequências de seus atos. É um final simples, mas que dentro do universo desta narrativa ele funcionou perfeitamente. Mas fora isso, não é um livro que eu gostaria de reler (como faço com vááááários!).
Vale lembrar que The Master Bedroom não foi lançado no Brasil. Li a edição britânica da editora Vintage Books.
~Vivika

[RESENHA]: Darker Still by Leanna Renee Hieber

Darker Still de Leanna Renee Hieber foi um livro que me encantou pela capa (linda, não é?) mas estava um tanto quanto receosa! Venhamos e convenhamos: a literatura young adult atual anda MUITO ruim! Muito mesmo! Tudo é igual, idêntico! Ninguém mais tem coragem de ousar, poderia até dizer que tudo não passa de uma versão diferenciadas dos YA que estouraram nos últimos anos. Mas até que Darker Still conseguiu sair da mesmice. Mas vamos lá!
O livro é narrado atraves do diário de Natalie Stewart uma garota que acabou ficando muda depois da morte da mãe. Ela vive com o sempre atarefado pai, que ainda não descobriu o que fazer com uma filha com a qual ele não consegue se comunicar (a própria Natalie comenta que o pai não se deu ao trabalho de tentar aprender a linguagem de sinais para entender as necessidades da filha). Um dia uma estranha pintura chega a New York. Trata-se de um retrato do Lorde Denbury que supostamente morreu em sua terra natal, a Inglaterra, após perder seus pais. A pintura é estranha, parece ter vida própria e todas as mulheres que a vêem se apaixonam perdidamente pelo jovem e belo Lorde. Tamanha a comoção criada pelo retrato, todos os grandes magnatas estão decididos a entrar no leilão pela cobicada imagem. É neste momento que entra em cena a Mrs. Evelyn Northe, uma mulher decidida a conseguir o retrato e ajudar Natalie a entender o que tem de tão estranho naquela imagem.
Ao mesmo tempo, um assassino perambula pelas ruas e será o dever de Natalie e Mrs. Northe entender e resolver este mistério. Uma das características do assassino: sotaque britânico. 
É um livro gostoso de se ler. As influências da autora são notáveis: Dorian Grey, Edgar Allan Poe, e um ‘quê’ Victoriano fazem do livro uma leitura agradável. Uma das grandes sacadas do livro foi justamente a questão de Natalie ser muda. A primeira vista a impressão que temos é que a personagem não vai conseguir desenvolver pois vai ficar se julgando, fazendo comentários dramáticos sobre sua condição, mas com o andamento do livro você percebe que é justamente a sua deficiência que se torna a sua grande arma na batalha para descobrir a verdade o retrato do Lorde Denbury. 
Apesar de altamente previsivel, Darker Still te prende pelos ensinamentos de magia e ocultismo. Aquele livro é praticamente uma aula (básica, mas é uma aula!). Algo que não gostei na obra foi justamente a forma como o mistério final foi solucionado. Rápido demais, sem grandes cenas que ficassem na minha memória. Foi como se a autora decidisse: “bom, vou dar um fim logo,” e… *puf* Mas isso não repreende o livro, não faz com que ele acabe ficando ruim, do contrário, te faz pensar em escrever uma bela de uma fanfic! :p 
O que me deixou com a pulga atras foi que o livro, segundo informações de capa, trata-se de o primeiro em uma série. Como que a autora irá fazer para unir as histórias? Elas serão separadas? Sem vínculo nenhum umas com as outras? Agora é esperar para ver!
Ah! Não existe uma edição nacional para Darker Still. Eu li a edição americana pela Sourcebooks Fire!

~Vivika

[RESENHA]: Cidade de Ladrões (City of Thieves) by David Benioff

Minha obsessão pela cultura russa tem me levado aos extremos! Comprei este livro simplesmente pela curiosidade, mas hoje eu posso garantir que trata-se de um dos livros mais divertidos e bem escritos que li nos últimos tempos, além de uma tradução IMPECÁVEL feita pelo grupo Objetiva! Amei! Mas vamos por partes, primeiro um rápido ‘resumo da ópera’:
O pano de fundo de Cidade de Ladões é Leningrado durante o cerco que tanto afetou a todos que ali viviam. A história gira em torno das peripércias da dupla Lev e Kolya, que depois de serem presos são obrigados a trabalharem juntos por uma decisão de um alto coronel do Exército Vermelho. A exigência do coronel para o trabalho: que a dupla arranjasse uma dúzia de ovos, já que a sua filha iria se casar e eles precisam de ovos para fazer o bolo. Mas… como achar ovos em uma cidade na qual o pão era feito com areia e pedra? Uma cidade sitiada e que vivia com medo do que os nazistas seriam capazes de fazer depois de conseguirem o seu intento transformava os seus cidadãos em pessoas amedrontadas – ou melhor dizendo, sacos de ossos amedrontados. Com a escassez de comida e dos serviços básicos, a população se deteriora. Então, em que universo Lev e Kolya conseguiriam achar uma dúzia de ovos?
E é justamente essa premissa tão singular (e estranha!) que dá um verdadeiro show no livro! Os dois personagens tem um perfil altamente diferente um do outro. Lev é um jovem de 17 anos cujo pai foi levado pela NKVD e hoje vive sozinho em Leningrado – sua única compania eram os poucos amigos que lhe restaram (mas que ele percebe que não fizeram grandes diferenças em sua vida) e é preso após saquear o corpo de um nazista, e enquanto isso, Kolya é exatamente o oposto! Mulherengo, linguarudo, extremamente boca suja, se considera o cara mais vivido de toda Leningrado e, segundo o coronel do Exército, um desertor. Tudo isso no alto dos seus 20 anos. Mas fisicamente a descrição de Kolya seria como a de um ‘ariano’: loiro, alto, olhos azuis, ombros fortes. É com esse ‘pacote’ que ele usa as suas armas de sedução para conseguir o que quer. Até o momento no qual ele abre a boca e solta a pior asneira do milênio. 
Então, vamos fazer a equação aqui. Coloque no mesmo prato um dos piores cenários da história (haja visto que o cerco a Leningrado é considerado por alguns estudiosos como uma das passagens mais negras da WWII) + uma premissa absurda + dois protagonistas completamente sem noção = um livro hilário e delicioso de se ler! Lev e Kolya acabam se aventurando em locais e situações totalmente inesperados, tudo por causa dos benditos 12 ovos! O mais engraçado é ver toda a força de vontade de Kolya em conseguir o seu intento, as mentiras que ele conta, as histórias e situações que ele manobra são absurdas! 
Mas, preciso informar, se você – caro leitor – é um daqueles leitores que não gostam de ler palavrões, palavras de baixo calão ou frases perturbadoras (no sentido PERVO da palavra), fuja de Cidade de Ladrões, pois é exatamente isso que Kolya fala o livro inteiro. Durante todo o livro uma frase será uma constante: “Faz oito dias que eu não cago…” e por ai vai! Sendo assim, se você não gosta de alguém fazendo apontamentos em suas necessidades fisiológicas ou dando conselhos sexuais ao Lev, não leia! Mas estará perdendo um ÓTIMO livro! 
E tenho que assumir, mesmo com toda a safadeza explicita, eu me apaixonei pelo Kolya e pelo livro que ele tanto cita, O Sabujo no Pátio. Adoraria ler! :)  
O que me deixou ainda mais empolgada foi saber que o autor, David Benioff é ninguém mais, ninguém menos, que um dos criadores de Game of Thrones, roteirista da adaptação de O Caçador de Pipas, X-Men Origens: Wolverine e é casado com a Amanda Peet! o.O 
Bom, acho que já deu pra entender que a minha avaliação para o livro é MAIS do que positiva! Me encantei com os personagens, a história… enfim! Recomendo essa magnifica leitura! Espero que vocês gostem tanto quanto eu! =) 
~Vivika
PS: Antes que alguém comente sobre o ‘oito dias que não cago‘ do Koyla, dentro do contexto do livro a frase tem sentido SIM! Toda a história do cagar ou não cagar, eis a questão é da época – afinal, se você não come nada….

"Punirei você em nome da Lua!"

Escrevi o artigo abaixo para as minhas fofas do Sindicato do Fã, um grupo que eu amo deeee paixão! Resolvi publicá-lo aqui também, haja visto que estou tentando ‘arduamente’ manter meus textinhos fofos em um só lugar (até o momento que alguma pessoa sem coração queira me processar!) HAHAHAHA O artigo é justamente sobre o meu anime favorito!

Hoje iremos falar do clássico dos clássicos: Sailor Moon!


Existe uma lista de inúmeros animes queconquistaram legiões de fãs em todo o nosso país, que deixaram a suas marcasintrínsecas em nossa vida. Para falar a verdade chega até a ser difícil citaralguns: Cavaleiros do Zodíaco, Yu Yu Hakusho, Pokemon e por ai vai. O que acabasendo hilário, pois se analisarmos friamente a cultura brasileira é totalmenteoposta à cultura japonesa. Seus dogmas, direcionamentos… tudo é oposto. Masmesmo com estas dificuldades umas certas garotas de uniforme de marinheiroconseguiram quebrar barreiras: emocionaram mulheres, homens, crianças, adultose adolescentes de uma forma totalmente inesperada. Sim, estamos falando do maisclássico dos clássicos: Sailor Moon!
Sou uma fã assumida e desesperada por SailorMoon. Me lembro de acompanhar religiosamente a primeira temporada (conhecidacomo série clássica) exibida emexaustão pela falecida Rede Manchete nos primórdios de 1996. Na época, nãotínhamos tantas informações disponíveis via internet, e quando se tinha, oacesso não era para todos. Sendo assim, o meu refúgio eram as revistas. Atéhoje lembro do meu horror ao descobrir por intermédio de uma revista da época quea Usagi (em terras brazucas rebatizada de Serena) iria ter uma filha de cabelocor de rosa. Mas, chega das minhas memórias, vamos ao que realmente interessa!

A história de Sailor Moon gira em torno de um grupo de jovens que lideradas pelapersonagem título passam a defender o mundo da injustiça com poderes estelares.A protagonista, Usagi Tsukino (ouSerena Tsukino) é uma típica adolescente – bem humorada, que preza a amizadeacima de tudo, porém é comilona, extremamente chorona e péssima na escola! Umdia Usagi se vê frente à frente com uma gata, Lua, que tem em sua testa uma imagem de lua crescente, e que de umahora pra outra desata a conversar com a jovem estabanada. Usagi descobre porintermédio da estranha gata falante que ele é uma das lendárias guerreiras daLua, que deveriam lutar e proteger a Princesa da Lua e o Milênio de Prata. Omais estranho de tudo é que a Princesa da Lua esta na Terra, e Usagi terá deencontrá-la – além é claro de encontrar as outras senshis que irão ajudá-la nesta tarefa. É neste momento que Usagipassa a ser conhecida como Sailor Moone usando um uniforme de marinheiro entoa a tão famosa frase “Punirei você em nome da Lua!”. Era esseo começo de um mito. O primeiro passo de uma das séries mais badaladas dos anos90.
Conforme os episódios seguem a sua ordemnatural, somos apresentados as novas personagens: Ami Mizuno (Sailor Mercúrio), ReiHino (Sailor Marte), Makoto Kino(Sailor Júpiter, e que foi rebatizada no Brasil de Lita) e Minako Aino (Sailor Vênus, ou Mina noBrasil). Além das primeiras cinco senshisseremos apresentados, ainda durante a série clássica, a mais um personagem degrande repercussão em toda a série: TuxedoMask, um jovem que sempre aparece vestido de smoking, com uma rosa de pontaafiada e sempre salva Usagi e as outras senshisnos momentos de necessidade. Tuxedo Mask nada mais é do que o alterego de Mamoru Chiba (que aqui no Brasil foi infelizmenterebatizado de Darien). No decorrer das próximas séries várias outras senshis e personagens se unirão à Usagie cia limitada, mostrando que a imaginação da autora não tem limites.
Toda a história da série clássica é dentro daprocura pelo Cristal de Prata, que somente irá aparecer depois de reunirem ossete Cristais Arco Iris que estão dentro de corpo de pessoas espalhadas nosmais diferentes locais. Essa primeira “temporada” possuía 46 episódios e com umfinal, diríamos, chocante, deixaram os fãs extasiados para saber qual seria odestino final de suas marinheiras da luapreferidas. Porém, os fãs menos afortunados tiveram que esperar um boooomtempo para tal façanha. A Rede Manchete, emissora que se transformou em umreduto para os fãs de animação japonesa, saiu do ar em 1999, antes de exibir asoutras temporadas tão esperadas pelos fãs. Posteriormente Sailor Moon R, a segunda temporada foi exibida (com alguns‘cortes’) na Rede Record, mas os fãs tiveram a oportunidade de assistir a sériecompleta durante a sua exibição no canal à cabo Cartoon Network.
Ao todo, Sailor Moon possui cinco séries (divididasem Sailor Moon, R, S, SuperS e Stars) além de 3 filmes. O mais chocanteé com certeza a questão dos mangás. O mangá de Sailor Moon foi um sucessoestrondoso por todos os lugares onde passou, porém, devido à uma questão dedireitos autorais até hoje não muito esclarecida, Naoko Takeuchi, a mentecriativa por detrás das marinheiras da lua, nunca havia dado autorização para asua publicação. Depois de anos – e muito próximo do aniversário de 20 anos dasérie – Naoko liberou os direitos autorais e o mangá foi liberado parapublicação. E o mais incrível? Os dois primeiros volumes já lançados nosEstados Unidos até 2011 conseguiram o impensável: alcançar a lista de maisvendidos do mais prestigiado jornal do país, o The New York Times. Um feito e tanto para uma série tão antiga. Osfãs saudosistas entraram em surto coletivo com o lançamento, mas ficaram (oumelhor, ainda estão!) à ver navios esperando pelo lançamento do mangá em terrasbrazucas.
Como boa fã enlouquecida, não pensei duasvezes em importar o primeiro volume do mangá… Sim, eu comprei essa belapreciosidade (e neste momento estou no aguardo do volume dois, já devidamenterequisitado para suprir a minha fúria!). E tenho que assumir: quando peguei omangá nas mãos pela primeira vez, chorei. Tudo bem que eu sou pior do quemulher grávida assistindo comercial de margarina, mas mesmo assim. Foi um mix de sentimentos. Lembro quandoinventei de entrar em um curso de língua japonesa. Todos achavam que era devidoao encanto que tive pela cultura nipônica, vontade de viajar ou qualquer coisado tipo. Mas a minha verdadeira razão era simplesmente a necessidade deaprender o idioma para que assim pudesse ler o mangá de Sailor Moon em sualíngua original, haja visto que a história dos direitos autorais nuncaexplicados era antiga e eu já sabia que não conseguiria lê-los assim tão cedo. Atémesmo a esperança de um dia conseguir ter a edição em inglês em minhas mãosparecia um tanto quanto descabida na época.
Acho que nem preciso dizer o quão rápido eudevorei essa leitura. A cada página eu relembrava dos surtos, das brincadeirasde escola, das minhas lindas bonequinhas das guerreiras que enfeitavam meuquarto (e que logo após o término da leitura foram resgatadas do seu escurofundo do armário, tomaram ‘banho’ e voltaram para a estante da minha biblioteca!)…Enfim, foram tantos sentimentos que perdi uns dez minutos apenas encarando olindo mangá em minhas mãos. Uma sensação de ‘perda’ também invadiu a minhamente: dos fãs que enquanto o mangá não for publicado no Brasil, não poderãoler e se emocionar com a caminhada de Usagi. É uma pena que a publicação domangá no Brasil não tenha sido confirmada. As especulações sempre existem,talvez uma mais incrível do que a outra, porém, uma confirmação tarda a chegar.
Para maiores detalhes sobre o meu anime preferidoEVER! indico o super atualizado SOS Sailor Moon Brasil, que possui em seus arquivos detalhessobre as cinco séries, seus filmes, mangás, material de fãs, eventos, até mesmoo Musical e o Live-Action que foram gerados após o sucesso da série.
Espero que tenham gostado dos meus comments sobre Sailor Moon! E fiquem de olho no Sindicato do Fã, pois teremos mais novidades em breve!
Até! :)  
~Vivika 
 

[ARTIGO] Seria Robert Pattinson o Karlheinz Böhm do século XXI!?

Aviso: Este artigo trata-sede minha humilde opinião. Chega a ser ridículo colocar esse aviso, mas fazer oque, a sociedade do livre arbítrio nãofunciona muito bem quando falamos sobre internet! ¬¬
Coloquem as pedras no chão! Por favor!
Sim, eu sei muito bem as duas sentenças queirão surgir após a leitura do título deste post:
1-    Issoé uma heresia! Que comparação mais esdrúxula é essa!? (possivelmente vinda defanáticos do cinema e ‘pseudo’ intelectuais)
ou
2-    What the fuck are you talking about!? Quem é esse cara? Perae que vou jogarno Google!
Bom, não estou viajando na batatinha como vocêsdevem estar pensando, mas simplesmente eu tive um insight sobre isso hoje,mas acho que antes de tudo terei de explicar como e porque isso aconteceu, shall we?
Em um dos meus ataques consumistas eu compreium Box de DVD da belíssima trilogia alemã Sissi(liiiiiiiiiiiiindo!), contendo ao todo cinco filmes da série da década de50 restaurados (sendo os três filmes Sissi,Sissi – A Imperatriz e Sissi e seuDestino, a versão condensada chamada Sissi,para sempre meu amor e o longa OsJovens Anos de Uma Rainha sobre a Rainha Vitória), entrevistas, making of,documentários e etc. E foi justamente a entrevista de Karlheinz Böhm que me chamou a atenção.

No longa ele interpreta uma versão beeeeemmais romântica do Imperador da Áustria Franz Joseph I, que se apaixona porSissi (brilhantemente interpretada por Romy Schneider), recusando assim umacordo de damas feito entre as suas mães para que ele casasse com a irmã de suaescolhida, Helena. A história de como a espevitada Sissi se tornou a ImperatrizConsorte da Áustria e Hungria é de encher os olhos (nem vou entrar em detalhes,mas isso merece um post próprio!) e que mesmo com a absurda quantidade de erroshistóricos (como a questão de que Sissi não era tão cheia de vida, alegre e bemhumorada na vida real em relação a como é retratada nos filmes, na verdade elaera depressiva, anoréxica e obsessiva), o filme é apaixonante – mas é claro queno contexto pós guerra, ninguém estava muito a fim de ver um filme sobre umaImperatriz mal amada e depressiva – e com tudo isso, a história de Sissi eFranz se tornou um sucesso e levou o público ao delírio, colocando os seus doisastros principais, Romy Schneider e Karlheinz Böhm em status totalmenteinesperados.
Foi nesse momento em que a primeira grandefranquia cinematográfica foi criada: tamanho o sucesso do primeiro filme que aprodutora alemã dissuadiu o elenco e produção para continuarem no barco erealizassem outros dois filmes (além de outros supostos longas que não chegarama sair do papel devido a árdua desistência de Romy em continua no papel). Oresultado: os atores ficaram marcados eternamente como os protagonistas deSissi.
Mas até aqui, nenhuma novidade, não é?
A grande novidade (e que me fez repensarnestas possibilidades à respeito do Robert) foi em um dos extras, como eu disseacima, mais precisamente enquanto assistia a uma entrevista com Böhm, agora jáidoso (mas bem conservado, diga-se de passagem! :p) e relembrando o queaconteceu quando aceitou o papel. Uma série de comentários dele sãoextremamente pertinentes ao mundo que Rob tem vivido e possivelmente irá viverpor muitos anos; mas como a entrevista é em alemão e não consegui achá-ladisponível online, vou transcrever alguns trechos aqui e vocês entenderão oporque!
Depois do encontro com Romy (Schneider) e dapressão da minha agência, que me convenceu de que seria um filme muito popular,que poderia alavancar a minha carreira, então decidi participar. Confesso queparticipei de tudo com os dentes semicerrados, pois quando li o roteiro percebique o filme não era muito fiel à história e a vida real da Imperatriz Elizabethda Áustria e do Imperador Franz Josef da Áustria.

E o filme (Sissi) foi um sucesso surpreendente.Nunca esperei que a dimensão desse sucesso seria tanta. Assim sendo, no anoseguinte me ofereceram o segundo e até o terceiro filme da “Sissi”. Eu semprequis recusar, mas fui dissuadido pela minha agência, pelos meus colegas,inclusive pela minha família que insistia para eu aceitar, afinal era um grandesucesso.
Na realidade os filmes da “Sissi” foram umfardo para mim. A popularidade fez com que me vissem como um ator de filmes deentretenimento, de filmes fáceis ou operetas ou filmes de entretenimento esemelhantes. Assim sendo meus objetivos foram desviados. Essa é uma das razõespara que eu, em virtude da popularidade, ser convidado a ir à Inglaterra e paraos Estados Unidos onde fiz diversos filmes, uma série de filmes.

É interessante mencionar Fassbinder (diretordo próximo projeto de Böhm) nesse contexto pois também conversei com ele sobreos filmes da Sissi, que sempre me pesaram por serem filmes de entretenimento.Então ele me olhou e disse: “Não sei oque você quer. Você fez esses filmes. Se eles hoje te agradam ou não, tantofaz. Em cada segundo da sua vida você precisa ter a autocrítica necessária paraaceitar tudo o que fez. Se você fizer isso sempre irá se desenvolver.” Confessoque essas palavras me marcaram profundamente.

Não quero dizer que Rob tenha sofrido ‘pressão’ para pegar ou continuar no papel, apenas acho que é bem notório o quanto a Summit controla muito em volta de seus atores, seja o Rob, a Kristen, o Taylor… enfim (e antes de abrirem a boca, NÃO, não estou questionando a vida pessoal de nenhum deles, okay! Todos os meus comentários são a respeito da vida profissional!)! E quero deixar bem claro, não estoucomparando Crepúsculo com Sissi PELOAMORDEDEUS¸ (afinal Sissi ia ganhar de goleada! u.u), mas éinteressante ver que por mais que tenhamos 50 anos de diferença, a situação dosatores é mais ou menos a mesma. Quem acompanha a carreira do Robert desde oinicio dessa onda Crepuscólica vaientender bem esta questão. Desde que ele alcançou o sucesso com os filmes daSaga, todos os papeis os quais foram indicados a ele eram de rebeldes semcausa, grandes romances. E Rob fez exatamente o que Böhm fez, se aventurou poroutros campos, preferiu projetos mais complicados como Cosmópolis e Bel Ami, porexemplo – fugindo assim do estereótipo de ator de dramas românticos. Essaquestão de atores ficarem marcados por muito tempo por um mesmo personagem nãoé novidade. Quem tem mais de 20 anos lembra da loucura da Leonardo DiCaprio como seu Jack de Titanic. Eu fui uma dasfãs enlouquecidas (e continuo enlouquecida por ele, btw!) e me lembro de umafrase dele na época: “Todos me vêem comoum pedaço de carne.” E essa frase nunca foi tão perfeita.
Hoje Böhm, que esta longe das telas desde 1996,se encontrou no filantropismo e é um dos responsáveis pelo projeto Menschen für Menschen (“Humanos paraHumanos”) que foi fundado por ele em 1981, na qual cuida de trabalhos decaridade para o povo da Etiópia. Ele se retirou da vida pública e diz que senão fosse pela popularidade de Sissi, talvez ele não teria tido o apoionecessário para conseguir o seu objetivo.
É claro que todo esse hype ao redor da Saga émuito bom para o Rob, não existe dúvidas. Afinal, se não fosse por ele, Rob nãoestaria onde está – conseguindo os mais diversos papéis e trabalhando com osmais incríveis diretores -, mas eu bem que gostaria de saber a opinião do Robsobre esse assunto (haja visto que ele é um ávido conhecedor da história docinema). O que ele acha sobre a opinião tanto do Karlheinz e da própria Romy deque o sucesso da trilogia foi um fardo em suas vidas e carreiras (fardo esseque Karlheinz alega ter sido um dos vários estopins que acrescentou um fimprematuro a vida de Romy)? O que ele espera ter depois de toda essa exposiçãoem demasia? Será que ele irá continuar tentando arriscar no cinema ou vaienveredar por detrás das câmeras (como ele já disse, tem uma predileção portrabalhos com roteiros)? Ou será que Rob entrará para a lista de astros quedepois de um certo auge preferirá se retirar dos olhos do público e tentarviver a calma vida que a loucura humana o impediu? São perguntas as quais eunão consigo deixar de me questionar.E não vou negar que adoraria perder algunsminutos ao lado do Rob para saber o que ele acha disso tudo! :/

~Vivika 

[RESENHA]: Os Últimos Dias dos Romanov (Ekaterinburg) by Helena Rappaport

Preparem a caixinha de lenços! Já comentei anteriormente sobre o livro O Palácio de Inverno que conta de uma forma romanceada a vida da família Romanov durante os últimos anos da Rússia Czarista. Todos conhecem (ou pelo menos já ouviram falar) do dramático fim da última família imperial russa, a chacina a qual hoje muitos se arrependem. E é justamente sobre estes ultimos 14 dias que a autora, Helena Rappaport, narra no livro Os Últimos Dias dos Romanov.
No livro, Helena narra os últimos 14 dias de vida da família já na prisão da Casa Ipatiev, que ganhou o fatídico nome de A Casa para os Propósitos Especiais. Totalmente alheios ao futuro que lhes era programado, os Romanov continuavam a sua vida dentro da prisão, suportando desde os problemas entre eles até as ações dos guardas. Por muito tempo se acreditou na versão de que um dos membros da família tivesse sobrevivido: de preferência a menina dos olhos da indústria literária, a mais jovem das grã-duquesas, Anastasia ou sobre uma possível desistência dos seus assassinos horas antes de levarem o plano as vias de fato. Todos estes mitos são claramente derrubados por Helena, uma historiadora e especialista em história russa. 
É nesse momento no qual o leitor se pergunta: mas, espere ae? Um livro inteiro sobre os 14 últimos dias? Só isso!?!?! Posso garantir que não é ‘só isso’. Os Últimos Dias dos Romanov é um apanhado de informações até então desconhecidas do grande público. Helena não teve medo, receio ou pavor de entrar em certos assuntos, questionar grandes polêmicas; ela apenas avançou e colocou os fatos na mesa, e um destes fatos, considerado tabu e obscuro até hoje para muitos, também ganhou as páginas: a suposta participação de Lênin como um dos grandes mandantes de um dos assassinatos mais chocantes do século passado.

Helena fez uma grande pesquisa, viajou, atuou em campo… tudo para descobrir detalhes do planejamento da macabra noite de 17 de Julho. É interessante analisar dois pontos de vista durante toda a narrativa: em primeiro plano temos a família – como eles viviam dentro do ambiente de cativeiro sob a ameaça constante, a vida das grã-duquesas – as belas garotas de vestido branco das propagandas czaristas – que acabavam por fazer amizade com os guardas da Casa, o sofrido czareviche Alexei – que devido a hemofilia vivia enclausurado tendo o minimo contato com o mundo exterior, dos poucos (porém fiéis) funcionários que acompanharam a família ao cativeiro (e posteriormente à morte), do ex-Czar Nicholau II e de sua amarga esposa Alexandra. Do outro lado temos o ponto de vista da temida Cheka, a policia secreta soviética, que estava decidida a dar um fim na família imperial, e dos oficiais que preparavam o massacre.
O livro é recheado de detalhes, fotos, além de um perfil psicológico de cada um dos mais novos moradores da Casa Ipatiev. A transformação de ex-Czar Nicholau II de um péssimo governante, que parecia não ter noção do buraco no qual a Rússia se encontrava para um um cidadão comum, que plantava sua própria comida, não reclamava de nada e por vezes até parecia feliz com a simples e dolorida vida que levava. Nicholau carregava nas costas o peso da monarquia russa e do constante senso de que deveria sofrer todo o tipo de calamidade, dor e revolta em nome de seu país e sua fé. Já Alexandra é uma incógnita. Altiva e fervorosa, a Czarina não aceitava a perda do poder, e por muitas vezes controlava não apenas o marido, mas o país, mostrando que realmente corria em suas veias o sangue dos descendentes da Rainha Vitória. Por muitas vezes insuportavel e controladora, Alexandra vivia de cama com as mais diferentes doenças, uma mulher hipocondríaca que usava suas queixas para fazer com que toda a família vivesse aos seus pés. Foi justamente Alexandra que causou a ira dos russos, além de ser alemã ela tinha um certo asco as aparições públicas, e quando ela não aparecia, sempre conseguia que, de alguma forma, os outros membros da família não aparecessem. Aos poucos, a imagem da família real russa se viu indo em direção a um beco sem saída. 
Durante a narrativa, Helena conta histórias (todas baseadas em documentos oficiais) as quais desconheciamos, ou talvez tivessem sido pouco exploradas até então, como por exemplo: Maria, uma das jovens grã-duquesas, fez amizade com um dos soldados que vigiavam a casa – apesar de que o relacionamento amoroso entre ela e este soldado nunca tenha sido provado, não deixa de ser uma possibilidade – e acabou perdendo a confiança de toda a família; o único sobrevivente do massacre foi o cãozinho Joy; vários assassinos desistiram de participar do massacre poucas horas antes por não terem coragem de matar as quatro jovens; o plano de acabar com os corpos não deu certo, por isso dois corpos desapareceram da vala original; e tantos outros detalhes escabrosos. 
Outras informações no livro são a respeito de como o mundo recebeu a notícia da prisão e posterior morte dos Romanov (incluindo seu primo, o Rei George V da Inglaterra que negou asilo a família Romanov), todas as notícias falsas implantadas pelo governo soviético de que apenas Nicholau foi assassinado e o restante da familia estava escondida em um lugar seguro, as frustradas tentativas de resgate e o dia a dia daqueles que acompanhavam a queda do último laço que ligava a Rússia ao imperialismo.
Minha única dica para aqueles que pretendem ler o livro é que quando chegarem ao fatídico dia, se preparem, pois o excesso de detalhes chega a ser assustador. Helena não teve a minima dó em disseminar informações. O que para muitos foi uma simples chacina. na verdade foi um show de horror. O livro fica pesado nas últimas páginas, chega a ser dificil respirar e ficar a sua atenção. Eu mesma fui uma vitima deste ‘peso’. Terminei o livro dentro da sala de cinema prestes à assistir o filme Imortais. Nem preciso dizer que não consegui assistir ao filme. A cada cena eu tinha a impressão de que estavam exibindo as mesmas cenas de puro e pleno horror que eu havia acabado de ler. Obviamente que não vou escrever aqui os festins macabros que constam no livro, haja visto que não consigo nem mesmo expor em palavras tamanha crueldade, mas, é dolorido sentir que a esperança da família por um resgate é diminuida em 0% instantes antes. Ao serem chamados para o subsolo da casa em plena madrugada, ninguem da família tinha a consciência de que aquela seria a última vez que eles sentiriam a vida dentro de seus corpos. Nesse momento você esquece que estamos falando de um dos piores governantes da história e passa a se focar apenas na crueldade humana. Depois de ler um livro como esse você passa a acreditar que o ser humano é realmente maligno, pois, fazer tudo aquilo que eles fizeram com a família Romanov é algo abominavel. 
Apenas uma ressalva na edição nacional; a sempre atenta editora Record deixou passar GRANDES erros de tradução e de revisão nesta obra, justamente na parte final do livro, na parte mais densa. Até compreendi  que talvez nem mesmo os responsaveis pela produção da obra tiveram estomago para ler aquele macabro capítulo, porém, os erros estão lá, gritantes! Seria interessante uma nova revisão quando o livro entrar em uma segunda edição, talvez – apesar de não acreditar que uma segunda edição deste livro possa ser comercializada, já que trata-se de uma obra de público muito recluso e com um valor bem salgado, mas um leitor de verdade quer uma obra de verdade, e infelizmente estes erros apenas acabam com o mojo de uma pesquisa tão magnifica! 
Por isso, fica aqui a minha indicação de Os Últimos Dias dos Romanov da historiadora britânica Helena Rappaport pela Editora Record!
~Vivika