“Eu acho que isso é apenas uma parte das pessoas que se amam. Você tem que desistir das coisas. Algumas vezes você tem que desistir das pessoas também.”
A-P-A-I-X-O-N-A-N-T-E!
Acho que essa é a única palavra que realmente poderia expor os meus sentimentos sobre esse trabalho MARAVILHOSO da Lauren Oliver.
Mas antes acho que eu preciso explicar o porque desse meu ‘estouro’ repentino. Eu estava cansada desse ‘mais do mesmo’ que a literatura Young Adults estava vivendo no pós-Crepúsculo. Tudo era igual, idêntico. Não tinha nada que pudesse deixar a Vivika mais feliz. Até que um dia me deparei com a liiiiinda edição da Intrinseca na livraria. Bateu a vontade, levei, devorei e não me arrependo. Então, vamos lá!
O livro narra a história de Lena, uma jovem que vive em um futuro distópico no qual os cientistas descobriram uma cura para o mal do século: o amor. Para que amar se você irá sofrer no final? Porque sofrer por amor se você pode simplesmente tomar uma injeção e se curar dessa dor tão violenta e que te leva a fazer loucuras. No livro o amor é realmente tratado como uma doença, a amor deliria nervosa. Uma doença grave que se não resolvida a tempo poderá ser fatal. Todos, sem exceção, recebem a vacina aos 18 anos, são pareados com alguém, se casam, tem filhos e vivem felizes para sempre – sem nem ao menos sentir um pouquinho da emoção do amor.
Lena esta ansiosa pela sua intervenção. Sua mãe sofreu do amor deliria nervosa e ela acredita que terá uma propensão a sofrer da mesma doença da mãe. Lena vive os seus dias sempre em uma contagem regressiva: o dia que irá se livrar das possibilidades do sofrimento. Mas, faltando 95 dias para a sua intervenção o inevitável acontece: ela se apaixona. Lena conhece o jovem Alex e vê as suas possibilidades de se curar do amor desaparecem.
Existem uma série de pontos que eu devo ressaltar por aqui, muitos pra falar a verdade.
A escrita da autora: MEEUUUU CHEEEESSSUUUSSSS! Lauren Oliver é uma escritora de young adults de verdade (se é que vocês me entendem!). A destreza com a qual ela comanda a situação, com a qual ela mostra os sentimentos tão estranhos com os quais Lena passa a ter que conviver. Incrivel! Lauren é ex-editora de uma grande Publisher nos EUA, talvez seja justamente por isso que ela escreve tão bem, ela soube dosar os erros e acertos das grandes autoras e BOOM, deu nisso!
Mas tem uma coisinha muito interessante que preciso comentar: a forma como a autora trata a doença. E se pararmos para analisar, não é que o amor é uma doença mesmo? Daquelas incuráveis, doloridas e difíceis de lidar? Quem nunca sofreu por amor e quis um remédio para apagar as memórias criadas por ele que atire a primeira pedra! E justamente quando ficamos frente à frente com a situação da protagonista (no inicio ela mal pode esperar pela intervenção, e depois de experimentar o amor pela primeira vez ela começa a se desesperar de uma forma absurda!), ficamos com a dúvida: será que sofrer por amor, por mais puro que ele seja, vale a pena? Será que vivemos em uma sociedade tão hipócrita que mal pode esperar pela falta de amor do outro? E a nossa sobrevivência sem amor, como seria? São com estas perguntas que a autora dosa todo o nosso ‘sofrimento’ durante o livro. O final é de tirar o fôlego! Posso assumir que estou completamente desesperada pelo segundo livro. Como li em português (na lindíssima edição da Intrínseca com uma tradução deliciosa) eu realmente gostaria de ler o segundo, Pandemônio, em português também, mas duvido bastante que eu vá agüentar esperar! Boa sorte pra mim!
Enfim, se você quer um livro young adults no qual valha a pena sentir novas emoções, que seja diferente e supere tudo aquilo que você já leu antes, DELÍRIO da autora Lauren Oliver é mais do que uma indicação, é uma exigência! E sim, será uma trilogia *corre e se esconde!*
E surtem comigo no final… preciso de alguém pra sofrer do meu lado! HAHAHAHAHA Estou cansada de surtar sozinha com os livros *forever alone*
~Vivika
PS: a foto é dos meus dois bebês! A resenha de Antes que eu vá vem mais tarde! =)









